Lucy concedeu uma entrevista para a Byrdie e também fez uma linda sessão de fotos. Na entrevista ela fala sobre o como será sua vida depois de PLL, sobre ter parado de beber e malhação. Confira traduzido abaixo:

Lucy Hale está em um estado de desespero.

“Eu vou gastar todo meu dinheiro aqui,” ela sussurra, pegando uma garrafa de água para academia. “Por favor, por favor não me julgue.” Mesmo em botas de salto, Hale não passa de um metro e sessenta,então ela tem que ficar na ponta dos pés para alcançar a prateleira de cima. “Peguei.” Com a garrafa na mão, Hale olha o conteúdo em uma faixa branca de papel e trás para frente e para trás com convicção. “Cheire isso,” ela comanda, seus olhos castanhos arregalados. Ela coloca a tira debaixo do meu nariz e eu cheiro: tabaco, uísque, fogueira. “Eu vou comprar,” ela diz. “Deus, eu amo esse lugar.”

Essa não é uma cena da série de Hale “Pretty Little Liars” – é a vida real. Confie em mim quando eu digo que quando eu coordenei isso na manhã de terça feira no Scent Bar, uma boutique de fragrâncias em West Hollywood, eu não tinha ideia que Hale era uma aficionada por perfumes. Mas como eu logo descobriria, a atriz de 27 anos tem muitos talentos escondidos, todos diferentes dos que os sua personagem em Pretty Little Liars, Aria Montgomery. PLL, como os fãs chamam, está no ar por sete temporadas (e a finale muito esperada irá ao ar no dia 20 de junho), então muitos de nós sentimos que conhecemos Lucy Hale. Mas se seu conhecimento secreto das fragrâncias obscuras é uma indicação, não conhecemos ela. As próximas duas horas vão confirmar isso, revelando os cortes, mistérios de assassinatos, cristais, sobriedade e aspirações para o cinema e algumas das inesperadas afinidades da vida real de Hale.

“Os fãs acham que Aria e eu somos a mesma pessoa,” ela diz, enfiando um cacho de cabelos pretos, recém tingidos, atrás da orelha. “PLL foi um grande capítulo da minha vida, mas é muito animador recomeçar.” Eu não sei se é a cor do cabelo ou o perfume ou sua auto confiança desarmante, mas nessa fragrância de Los Angeles, eu sinto que estou testemunhando Lucy Hale recomeçar em tempo real.

Sabe como depois de terminar o relacionamento com alguém você não ama mais, parte de você se sente triste de dizer adeus, mas outra parte se sente liberada? Essa é Hale depois de Pretty Little Liars. A série terminou de ser filmada em outubro de 2016, desde então, Hale superou depressa – profissionalmente e esteticamente. O cabelo no comprimento do queixo que vejo é novo: ela fez a mudança uma semana antes de nosso encontro. Se ela não fosse começar um novo projeto em junho, um filme de terror chamado Truth or Dare, ela jura que teria pintado de azul marinho ou deixado branco ou raspado inteiro. “Eu não sou apegada ao meu cabelo,” Hale me conta enquanto tomamos café com leite de amêndoa em uma cafeteria na mesma rua do Scent Bar. (Ela só comprou três fragrâncias aliás – um andrôgeno mix de Byredo, D.S. & Durga, e Parfums de Marly.) “Se alguém dissesse, ‘Raspe sua cabeça para esse papel amanhã’, eu absolutamente faria isso,” ela sorri.

Essa confiança fica boa em Hale, mas ela será a primeira a admitir que é nova para ela. A atriz tinha 15 anos quando se mudou do Tennessee para Los Angeles 12 anos atrás, então você pode dizer que os seus anos formativos não foram exatamente fundados na realidade. Ela foi educada em casa; quando tinha 16 ela estava se sustentando com trabalhos de atuação. E mesmo que ela amasse o trabalho, Hollywood inevitavelmente teve uma participação em sua auto estima. “É difícil aqui,” Hale confessa. “LA é como um país separado.”

Conseguindo um papel em Pretty Little Liars em 2010 alavancou a carreira de Hale, mas a fama se apresentou com seu próprio conjunto de desafios. Hale lembra de passar muito tempo durante as primeiras temporadas tentando forçar a si mesmo dentro da pessoa que ela sentis que as outras pessoas queriam que ela fosse. “Eu tentei muito ser uma borboleta social,” ela diz. Como uma nova famosa com 20 e poucos anos com sua família do outro lado do país, Hale teve poucas pessoas a guiando para fora dos perigos que o estrelato pode trazer: festas, amizades insinceras. “Me tornando uma parte de uma série popular… Todos dizem sim para você, você sai com muito, e aí comete erros,” ela diz.

Enquanto isso, estrelando ao lado de três belas atrizes de Hollywood, Hale não pode deixar de jogar o jogo das comparações. Ela amava suas colegas de elenco (e ainda ama, apesar de rumores dizerem o contrário), mas elas também a intimidavam. “Eu tentei tanto me misturar,” Hale me conta. “Foi difícil estar em uma série com um bando de garotas altas. Eu sempre me senti a estranha de fora.” Levou meia década para Hale descobrir que ela não precisava ser uma cópia de suas colegas. “Eu tenho quase 28 anos, mas… Acho que eu só descobri quem eu sou um ano atrás,” ela diz. Hale disse que cortar seu cabelo simbolizou o início dessa mudança mental. “Eu sei que parece bobo porque é apenas cabelo,” ela diz. (Eu a asseguro que não é.) “Mas nesse ponto, eu estava meio ‘Porque eu não aceito que sou diferente?’ Acho que cortar meu cabelo foi eu finalmente dizendo, ‘Eu estou me fodendo.'”

É claro, a nova Hale é mais que um corte de cabelo. Nos anos recentes, ela abraçou muitas mudanças na vida, uma das quais foi a decisão de parar de beber. “Eu estou sempre tentando me cercar com pessoas melhores e ser a melhor versão de mim possível. Eu sei que parece odioso ouvir pessoas dizerem isso, mas porque não?” ela oferece. (De novo, eu prometo que ela não parece.) Hale explica que depois de anos fazendo a coisa das festas de Hollywood, ela apenas “não tem mais interesse” nesse estilo de vida.

Ela prefere passar as noites em casa com seu cachorro, assistindo Big Little Lies ou ouvindo um novo podcast. (S-Town é a favorita de Hale no momento. Durante nossa conversa, ela exige que eu o ouça, e na outra semana eu ouço. Sem spoilers, mas o gosto da garota em podcasts é tão bom quanto seu gosto em perfumes.)

A nova Hale também é uma devota da SoulCycle, o que ela diz (sem ironia) se tornou sua “versão da igreja.” Hale me conta que ela entrou na malhação alguns anos atrás depois de se pegar em um episódio de PLL e decidindo que ela queria fazer algumas mudanças no seu corpo. “Eu passei por uma fase que eu era como minha eu de 15 anos. É tão estranho ver seu peso flutuar em um programa de TV,” ela diz. Hale jura que SoulCycle é responsável por transformar seu corpo e mente. “Eu vou para casa, e meu pai fica meio, ‘Você é uma hippie de LA com seus cristais e sua SoulCycle!’ Eu sempre zoei essas pessoas, mas agora acho que é mágico.”

Não podemos falar sobre os recomeços de Hale sem adicionar a questão que todos querem saber: Qual será o próximo passo em sua carreira? ALém do filme de terror que ela irá filmar esse verão, Hale terminou de filmar uma comédia dramática para a CW chamada Life Sentence, onde ela interpreta uma mulher que descobre que não está morrendo de câncer terminal como achou que estivesse. Ela também filmou outro piloto que ela é obrigada a guardar segredo até que ela descubra se será escolhido no início de maio. Hale conta que depois de interpretar Aria por sete anos, ela está escolhendo projetos excêntricos que desafiam a percepção das pessoas sobre ela. “Estou com vontade de fazer algo insano e louco,” ela me conta. “Como Spring Breakers?” Eu pergunto, meio brincando, quando ela responde, “Oh, sim. Filmes é o que eu sempre quis fazer. Não tem nada que eu não tentaria.”

Ao mesmo tempo, Hale aprecia como a televisão ficou boa nos últimos sete anos desde que começou PLL, e ela espera que seu novo piloto seja um sucesso. “A TV está tão boa agora, e eu me apaixono pelo personagem desde o piloto,” ela diz. Em última análise, Hale espera imitar a carreira de alguém como Reese Witherspoon: um filme aqui, uma série da HBO ali. “Reese Witherspoon é um dos meus ídolos,” ela desmaia. “Eu amo, amo, amo ela.”

Está claro desde a manhã que passamos juntas que a vida depois de PLL está tratando Hale muito bem. Sua cor de cabelo é fresca, sua postura é relaxada, sua mente é aberta para quaisquer oportunidades que venham ao seu caminho. É claro, como qualquer término de relacionamento, ela sabe o que deixou para trás. “Foi muito triste para mim dizer adeus para Aria,” ela admite. Mas ela está confortável vivendo esse período de transição por um tempo. “Quem sabe? Talvez eu saia de férias,” ela diz com um sorriso de canto de boca, tomando um último gole de sua bebida. “Maio parece limpo, então pode ter uma viagem para uma praia exótica em meu futuro.”“Você pode usar seu Byredo,” Eu ofereço. “Exatamente,” ela diz. “Mas eu amo trabalhar. O que eu faço é gratificante 99% do tempo. Estar ocupada – eu fico emocionada com isso.”

Fonte: Byrdie

Confira as fotos da sessão de fotos em nossa galeria clicando nas miniaturas abaixo:

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Lucy também gravou um vídeo para a Byrdie onde diz ser uma profissional da soneca, confira ativando o player abaixo:

Postado por Susane Molina no dia 27 de abril de 2017

Ian Harding lançará seu primeiro livro, chamado Odd Birds, no próximo dia 2 e o site Bustle entrevistou Ian que falou que o capítulo 6 do livro é dedicado a nossa querida Lucy. O capítulo se chama Lucy Goosey. Confira a matéria traduzida abaixo:

Eles dizem que a ficção reflete a realidade – e o oposto definitivamente parece ser verdade também. Em 2 de maio, Ian Harding, o ator que interpreta Ezra Fitz em Pretty Little Liars, lançará seu primeiro livro, Odd Birds, um livro de memórias sobre sua vida em Hollywood, contado através da lente de seu passatempo favorito: observação de pássaros. Se você (como eu) achar que soa exatamente como algo que Ezra Fitz faria, você não está errado. O personagem de PLL realmente inspirou Harding a pegar caneta e papel e escrever a sua história.

“Eu pensei em uma idéia que eu tinha tido há algum um tempo – três temporadas atrás, meu personagem na série escreveu um livro, e eu tenho pensado em eu mesmo escrever um, desde então”, Harding escreve na introdução. “O que você está lendo agora é o resultado dessa idéia maluca.”

Mal pode esperar até terça-feira para ler Odd Birds? Aqui está uma boa notícia: A Bustle tem um trecho exclusivo das memórias. No capítulo abaixo, intitulado “Lucy Goosey”, Harding revela que ele e Lucy Hale tinham uma conexão especial, desde o momento em que se conheceram. “Havia algo sobre ela que eu reconheci imediatamente, ou reconheci nela”, escreve ele. “Nós nunca tínhamos nos encontrado antes, mas havia algo familiar, algo reconfortante na Lucy.”

Oh, eu tenho sua atenção agora, certo?

No resumo completo, Ian Harding explica como ele ganhou o papel de Ezra Fitz – e como ele conheceu Hale, sua eventual co-estrela e a pessoa que se tornaria uma de suas melhores amigas. Leia tudo abaixo:

Capítulo seis: Lucy Goosey

Alguns meses depois de me mudar para Los Angeles, acordei com um telefonema do meu agente, Steve. Eu estava dormindo muito naquela época, e eu tinha dormido de novo naquele dia. Eu peguei o telefone, ainda meio adormecido, e tentei decifrar o que meu agente estava dizendo.

Levei um segundo para perceber que ele estava me dizendo para me apressar e sair da cama: porque eu tinha recebido uma chamada de última hora para um novo piloto da ABC Family chamado Pretty Little Liars.

Eu tinha me reunido regularmente com alguns diretores de elenco desde que eu tinha me mudado de Pittsburgh. Eu tinha feito algumas coisas para a tevê, mas este era meu primeiro piloto, e eu não tinha nenhuma idéia do que esperar. Há uma diferença entre atuar e fazer uma audição, e eu não tinha certeza se eu era um audicionista forte. Eu podia conversar com diretores de elenco durante todo o dia sobre as peculiaridades do treinamento de teatro clássico, mas quando era sobre realmente vender a minha versão de um personagem para eles, eu ainda era muito novo para o jogo.

Apesar da minha auto dúvida, minha representação continuava me empurrando para me colocar na sala com diretores de elenco em toda a cidade. Eles pareciam acreditar nas minhas habilidades de atuação, ou pelo menos na minha estrutura óssea. O entusiasmo deles ajudou a me manter motivado.

Eu já estava em audição para esse piloto uma vez – para o papel de Ezra Fitz, um jovem professor de inglês do ensino médio. Tinha ido decentemente bem, mas não tinha nada para escrever em casa. Receber uma chamada de ultima hora foi uma surpresa. Steve me deu a repartição para a chamada de Pretty Little Liars – ele me disse que eu estaria lendo na frente de Lucy Hale desta vez, a menina que tinha sido escalada como o interesse amoroso menor de idade de Ezra.

Antes que ele saísse do telefone, Steve disse: “Ian, não tenho certeza de como colocar isso, mas pareça legal, ok? Camisa agradável, calças agradáveis, lave sua cara. Não quero soar como sua mãe, mas isto poderia ser bom para você.”

Infelizmente, eu não tinha muito conhecimento em “legal” para termos de roupas. Os empréstimos de estudante estavam pendurados sobre minha cabeça como a espada de Dâmocles na época, e comprar roupas novas parecia um desperdício de dinheiro. Eu tive que comprar um terno no início do verão para um casamento, e tinha deixado todas as etiquetas sobre ele para que eu pudesse devolvê-lo depois. A única coisa agradável que eu tinha era uma camisa azul abotoada. Naquela manhã, tinha manchas de massas por toda parte de um jantar italiano estridente algumas noites mais cedo, e eu tinha esquecido de lavar a minha roupa.

Saí da cama e examinei meu apartamento de um cômodo: todos os meus pertences estavam espalhados. Pendurado em um tubo de metal suspeito saindo do teto estava um cabide com a minha única outra opção de vestuário: um suéter verde gola V que eu tenho desde o ensino médio.

O suéter era da Hollister, e tinha o logotipo de gaivota da empresa na etiqueta. Eu sempre gostei disso. Era como uma piada interior entre eu e eu. Levar aquele pequeno pássaro comigo por toda parte sempre me fazia sentia reconfortante, como um amuleto de boa sorte.

Além disso, era também minha única peça de roupa que não tinha buracos. Eu usava ele em toda parte.

Eu me joguei no chuveiro, pensei em me barbear, mas não tive tempo, e tentei me secar o melhor que pude. Eu não tinha Ar Condicionado, e em dias quentes o apartamento ficava quente como um forno. Era início de outubro, e eu deveria ter apreciado algo quente e com gosto de abóbora, mas estava sufocante lá fora.

Eu não tinha tempo para ficar em frente à geladeira aberta para me refrescar, o que eu fazia em uma base diária. Peguei meu suéter verde e saí para os estúdios da Warner Bros. em Burbank, onde a audição estava sendo realizada. Claro, o meu carro não tinha Ar Condicionado, e eu podia sentir as gotas de suor nas minhas costas se juntando para formar pequenos riachos. Isso foi tão nojento quanto parece.

Logo antes de entrar no escritório de fundição, puxei o suéter verde e rezei para que ninguém me perguntasse sobre a minha escolha de roupas.

Entrei no escritório, e fui felizmente resfriado para uma temperatura adequada para mangas compridas.

Então eu olhei ao redor da sala e comecei a suar novamente. A sala de espera estava repleta de modelos bonitos. Rapazes que não possuíam facas, porque faziam todo o corte e o corte com as mandíbulas afiadas. Eu reconheci alguns deles de seus períodos como lobisomens sexy e homens moralmente soltos da década de 1960. Não só esses atores eram fenomenalmente bonitos, todos tinham feito trabalhos sérios antes.

O único trabalho que eu tinha sob o meu cinto na época era uma pequena participação em um filme independente e um comercial de smoothie que eu tinha feito na faculdade.

“- Ian Harding?”

Uma jovem com uma prancheta aproximou-se e verificou o meu nome.

“Você estará lá em cima em apenas um segundo.”

Eu tinha ido a esse escritório uma vez antes de me encontrar com diretores de elenco logo depois que me mudei para Los Angeles, e eu sabia que havia um banheiro no corredor. Eu tinha que ficar longe de todos por apenas um segundo, e me certificar que nenhum pedaço da pizza fria que eu tinha comido no café da manhã estava preso nos meus dentes.

No banheiro, eu me olhei no espelho e enxáguei meu rosto com água, com cuidado para não deixar gotas cairem no meu suéter festivo. Eu comecei a correr através das minhas falas na minha cabeça.

Quando eu comecei a audicionar, eu escutava música – metal geralmente agitado ou hip-hop. Mas eu percebi depois de algumas audições que eu estava entrando e praticamente gritando minhas falas. Então, eu beliscava minha rotina para ser um pouco mais meditativo. Até agora tem sido mais eficaz do que ouvir Slipknot.

Fechei os olhos, respirei lenta e deliberadamente e, com os olhos fechados, vi minhas falas aparecerem no espaço escuro atrás de minhas pálpebras.

A cena em que eu estava trabalhando envolvia uma conversa com uma mulher em um bar no meio da tarde. Corte para: estamos ficando no banheiro das mulheres. Isso acabaria sendo a cena que introduz meu personagem no primeiro episódio da série.

A primeira vez que eu li o piloto, eu não sabia o que fazer com Ezra, mas eu senti que ele e eu de alguma forma fomos clicados. Eu senti um calor sobre o papel, uma espécie de harmonia natural. Eu não queria ir e ter que lidar com a parte para a chamada de retorno. Eu sabia o que queria fazer com ele.

Do lado de fora do banheiro ouvi uma porta aberta e uma voz feminina dizer algo. Então um coro abafado de ois e olás de todos os caras. Eu não queria fazer o elenco esperar por mim, então passei uma mão pelo meu cabelo e me dei uma última olhada no espelho.

De volta ao saguão, os caras estavam todos conversando calmamente. Me sentei numa cadeira vazia.

Um dos lobisomens sexy se virou para mim:

“Você perdeu. Lucy Hale apenas acabou de passar andando por aqui. A garota que eles escolheram como Aria.”

Aria, a garota que meu personagem pega no bar. Todo a sala estava zumbindo sobre ela.

“Meu amigo fez um curta com ela. Ele disse que ela é solteira.”

“Seu amigo está errado, cara. Ela está saindo com um cara da sala de atuação do meu primo.”

“Mentira.”

“Estou falando sério!”

“Ela é tão gostosa.”

Uma porta se abriu na outra extremidade da sala, e a assistente surgiu com a prancheta ao redor da esquina.

– Ian? Estamos prontos para você.

O lobisomem sexy me chamou e disse para “quebrar uma perna” enquanto eu caminhava pela sala.

As sombras foram todas puxadas para baixo das janelas na sala de audição, e levou um segundo para os meus olhos se ajustarem. A única fonte de luz era uma lâmpada brilhante montada em um C-stand. Havia meia dúzia de pessoas sentadas atrás de uma câmera em um lado da sala.

“Ei cara, bom te ver de novo”, um cara gritou por trás da câmera.

“Sim, você também, amigo,” eu respondi, realizando que o “amigo” pôde ter soado um pouco íntimo demais.

Havia rostos familiares no quarto, mas alguns novos também. A mulher à minha esquerda – eu tinha certeza de que ela era a escritora da série. Ou a criadora? Ambos?

O cara à direita dela – Bob, não é? Ele me parecia um cara legal da última vez que eu li para o papel. Calculei que iria tentar mantê-lo rindo, talvez contar uma piada sobre todos os rapazes parecidos esperando lá fora.

Gayle, o diretor de elenco, que eu conheci alguns dias antes, me deu um grande sorriso. – “É bom te ver de novo, Ian” – disse ele. “Sente-se lá e vá em frente e comece quando você estiver pronto.”

Eu me sentei, com uma mão sobre meus olhos para sombrear o brilho da luz sobre a câmera.

“Oi,” uma voz gemeu para o meu lado.

Eu não tinha visto ela: bem ao meu lado, sorrindo com expectativa, estava Lucy Hale.

“Oh, ei,” eu disse. – “Não te vi aì.”

“Quente, não é?” Ela brincou, olhando para o meu suéter.

“Eu gosto muito de Natal”, saiu da minha boca. Isso não fazia sentido.

Ela sorriu maliciosamente para mim.

Havia algo sobre ela que eu reconheci imediatamente, ou reconhecia nela. Nós nunca tínhamos nos encontrado antes, mas havia algo familiar, algo reconfortante na Lucy. Talvez a forma como ela olhou para mim naquele momento parecia aberta, receptiva. Como se ela estivesse me levando em vez de meramente me avaliar.

Não era cinematográfico: as faíscas não voavam, a música orquestral não soava bem enquanto olhávamos nos olhos um do outro. Foi um momento mais simples. Mais quieto duas pessoas presas em um turbilhão de expectativa e emoção – cada um de nós de alguma forma entendeu quem o outro era.

“Eu sou Ian, a propósito”, eu disse, inclinando-me para apertar a mão dela.

“Lucy,” ela disse, um sorriso ligeiro se espalhando em seu rosto. – “Quando você estiver pronta” – disse Gayle.

Sentei, respirei fundo e começamos.

A fala da Lucy foi algo como “Oh, eu amo essa música.”

Eu balancei a cabeça. Não havia música, mas eu acenei com a cabeça. Olhei nos olhos dela, e de repente percebi o que era a cena. Não era uma cena de amor. Eu não precisava beijá-la, nem fazer sexo com ela, nem fazer dela minha esposa.

Eu queria compreendê-la. Foi simples assim. Eu queria saber tudo o que podia sobre aquela mulher.

Alguem tossiu, eu tinha uma frase a dizer.

“B-vinte e seis!” Eu exclamei. Esse era o número da música na jukebox no bar que deveríamos estar sentados.

Os olhos da Lucy se arregalaram de surpresa. Ela não esperava que a frase saísse assim – nem eu.

Nós dois ficamos surpresos, e porque ambos ficamos surpresos, o momento estava repentinamente vivo. Fresco. Nós estavamos ouvindo um ao outro, realmente nos comunicando. Havia química.

Lemos a cena novamente, e na segunda vez o diálogo foi mais nítido do que o primeiro. Eu queria ler a cena mais uma vez. Eu estava me divertindo demais.

Mas logo, o meu tempo acabou.

Olhei para os rostos naquela sala. No final de cada audição, tem um momento, geralmente não mais do que o tempo que leva para dar uma olhada no seu script, quando, por uma fração de segundo, você vê os próximos anos de sua vida se alinhando. Quando você começa a ser um ator, este é o momento que você espera acontecer.

Marlene – esse era o nome dela! – a criadora da série, me agradeceu por ter vindo enquanto ela rabiscava as páginas em seu colo.

“Sim, bom trabalho”, disse Gayle. Eu acho que ele estava sorrindo. Cabeças foram embaralhados. As canetas riscavam o papel. “Obrigado!” Eu não me dirigi a ninguém em particular.

Eu peguei minhas chaves e o telefone, que eu tinha colocado no chão em algum momento.

Me virei para Lucy.

“Obrigado por tudo”, eu disse.

“Oh! Você também. Não morra de exaustão de calor nesse suéter “, disse ela

Voltei pela sala de espera, acenei para o lobisomem e disse-lhe algo como “vá pegá-los”, e fui para o estacionamento. Eu esperei até que eu conseguisse sair antes de arrancar meu suéter encharcado de suor para fora.

No caminho para casa, meu telefone tocou. Vikram, meu gerente, estava ligando. Eu parei para atender a ligação.

“Como foi?”, Ele perguntou.

“Eu realmente não tenho ideia.”

“Isso pode ser bom.”

“Sim.”

Me sentei por um momento, meditando sobre a audição.

“Esta era diferente,” eu disse.

Vikram esperou que eu continuasse.

Eu coloquei o telefone no viva-voz e o coloquei no painel, liberando minhas mãos para gesticular o que minha boca não conseguia articular.

“Lucy Hale estava na sala. Foi uma leitura de química, certo? Fiquei surpreso com o quão fácil foi. Era como sair com um velho amigo. Foi estranho.”

“Ian, tudo isso soa como uma coisa boa.”

“Talvez você tenha razão” – concordei.

“Não, eu estou certo, porque eles querem que você vá para um teste na emissora.”

“Você já sabia!” Eu gritei para o telefone.

Vikram riu. “Eu queria saber seus pensamentos primeiro!”

Seguiram-se mais algumas rondas de ligações. E cada rodada havia cada vez menos de nós na sala de espera. Lucy e eu líamos juntos na frente de pessoas diferentes em salas diferentes, e nós saímos juntos algumas vezes, também. Estávamos nos tornando amigos muito rápido.

Finalmente, havia sobrado apenas dois de nós tentando o papel para Ezra. Eu e um outro cara. Ele era canadense. O piloto, e possivelmente toda a série, iria ser filmado em Vancouver, então meus agentes me avisaram que ele era a opção responsável financeiramente pelo estúdio.

No dia da sessão final da produção, eu cheguei cedo. Eu estava sentado no meu carro no estacionamento, passando minhas falas com os olhos fechados, quando ouvi uma batida na janela. Era a Lucy. Ela sorriu e acenou. Abaixei minha janela.

“Schmian!” Ela gritou. Lucy ama apelidos.

“Ei, Lucy Goosey.”

“Como você está se sentindo?”, Ela perguntou. “Animado?”

“Nervoso”, eu disse. “Estou me sentindo muito, muito nervoso.”

“Eu sei o que você quer dizer. Aqui entre nós, espero que você consiga. Seria muito divertido trabalhar juntos. ”

Nós entramos, apertamos as mãos dos produtores, e eu fiz um teste auditivo com o meu coração uma última vez.

Eu ia sentir falta disso. Com todos os outros atores que eu conheci em Los Angeles, atuar tinha parecido um trabalho. Eu apareci e fiz meu trabalho. Com Lucy, parecia como duas crianças em uma caixa de areia. Estávamos constantemente surpreendendo um com o outro.

Após a audição, senti uma estranha vazio. Foi minha última audição para a série. Não havia mais nada que eu pudesse fazer agora. E eu não estava pronto para isso tudo terminar.

Eu queria esse papel.

De volta ao meu bairro, eu estava circulando no quarteirão procurando um lugar para estacionar, quando meu telefone começou a tocar novamente. Era Steve, meu agente. Eu coloquei o telefone no viva-voz.

“Ei!” Eu disse.

A voz no telefone era sombria.

“Ian, ei” – disse ele. – “Este é uma boa hora?”

“O que houve?”, Eu disse.

“Tenho más notícias. . . ”

Parei o carro no meio da rua. Tinha acabado. Tinha sido uma fantasia muito boa, mas eu deveria saber era melhor do que ficar com esperanças.

“Vamos ouvir isso.”

“Sim. É que, você tem roupas de frio? ”

No banco do passageiro ao meu lado estava o suéter verde que eu tinha usado para aquele primeiro audição. Um dia desses eu ia lembrar de lavar.

“Sim, eu tenho um suéter ou dois”, eu disse. “Por quê?”

“Ouvi dizer que o Canadá é frio em novembro.”

“. . .”

“Então, você vai precisar de algumas roupas de frio já que você vai estar lá filmando por um mês. Você conseguiu o papel, Ian. Bateu para fora do parque. Parabéns!”

“. . .”

“Ian, você esta aí?”

“Droga, Steve. Minha emoções não são um cachimbo pra você brincar.”

Steve riu e levou minha explosão para o que realmente era: uma tremenda emoção.

Depois que saímos do telefone, eu olhei de volta para o suéter com a gaivota na etiqueta.

Quando recebi meu primeiro salário, fui lavar à seco.

Fonte: Bustle

Postado por Susane Molina no dia 27 de abril de 2017

O elenco de Pretty Little Liars concedeu uma entrevista para a Vulture, falando sobre o início de tudo, e o que tornou a série o fenômeno que é hoje. Confira traduzido abaixo:

No dia 8 de junho de 2010, o canal antigamente conhecido como ABC Family estreou o que rapidamente se tornaria uma das maiores manias para enfeitar a pequena tela: Pretty Little Liars. Baseada na série de livros de Sara Shepard, o mistério do assassinato adolescente liderado pela showrunner I. Marlene King, introduziu o complexo mundo de Rosewood, com seu vilão anônimo cheio de tecnologia, “A” que aterroriza um grupo de meninas do ensino médio com sinistras mensagens e texto e esquemas incrivelmente elaborados. É claro, a série evoluiu muito desde então – agora há múltiplos “A’s” com variada motivações, para iniciantes – mas sua devota fanbase é presa a ela, com personagens misteriosos e tudo. Horas antes da última premiere da série semana passada, Vulture conversou com Lucy Hale, Ashley Benson, Shay Mitchell, Troian Bellisario e Sasha Pieterse para refletir nos altos e baixos dos seus últimos sete anos sob os holofotes. Elas foram rápidas em terminar as frases umas das outras, e sinceras sobre algumas críticas que a série recebeu.

Vamos começar do início. Vocês estavam interessadas imeadiatamente na audição para a série quando vocês receberam o primeiro script, ou tiveram que ser convencidas?

Lucy Hale: Eu sabia apenas de ouvir o título que seria algo que eu queria fazer parte. Eu conhecia os livros. Para mim, foi instantâneo que era algo que eu queria estar.

Sasha Pieterse: Originalmente eu ia fazer a audição pra Hanna, e eu amei a descrição da personagem. Foi definitivamente algo que eu queria fazer, então valeu o risco.

Troian Bellisario: Eu tive a reação oposta, na verdade. Eu não queria estar lá! [Risos]. Vocês falam para mim sobre The O.C. e o que significa para você, ou Gossip Girl, e eu nunca vi nenhuma dessas séries. Eu tive essa ideia em minha cabeça sobre o que uma série teen seria, e eu achei que eu não queria fazer parte disso porque eu não assistia essas séries quando era adolescente. Então eu estava tipo, porque você quer fazer parte desse mundo? Mas quando eu li o script e os lados da Spencer, teve uma cena arriscada que foi cortada do piloto, mas eventualmente começamos a fazer coisas daquele tipo mais e mais. Era uma cena entre ela e Wren, quando ela estava pegando um cigarro dele fora de um restaurante.

LH: Oh Deus, eu lembro disso.

TB: Ela estava pegando um cigarro e flertando com o noivo da irmã! Foi muito be escrito, eu me lembro claramente, e eu me relacionei a isso. Foi o momento para mim quando eu estava meio, oh, talvez eu não sei sobre o que é esse tipo de série e eu não conheço esse mundo, e eu tenho essa ideia sobre. Verdadeiramente, Pretty Little Liars foi a primeira vez que minhas expectativas foram quebradas.

Ashley Benson: Eu estava na verdade em uma série quando eles estavam selecionando o elenco. Eu estava em um cinema, e eu recebi uma ligação do meu agente e eu estava meio, ok, tanto faz, isso pode esperar. Mas minha série foi cancelada aquela noite. Então eles estavam meio, “Sim, você tem que ir amanhã para Pretty Little Liars.” Eu lembro de conhecer a Marlene pela primeira vez e eu estava chorando e tão triste. Minha série tinha acabado de ser cancelada! Ela sentou na sala e disse, “O segundo que você entrou, eu senti você como Hanna.” Foi uma conexão louca. Eu não li o script nem nada, eu só li as passagens da Hanna. Eu também sabia que Lucy estava fazendo, e nos conhecemos desde sempre, então era animados. Eu tive esse instinto estranho que isso ia se tornar uma grande coisa.

Shay Mitchell: Eu estava morando em Toronto, e eu era bartender. Eu queria estar em uma série americana mais que tudo. Eu era uma grande fã de Gossip Girl, então isso era para algo que eu sempre tive no meu quadro de visão. Quando eu consegui a audição, eu fiz para Spencer primeiro, a cena que ela fez. Eu tive a mesma reação que ela teve. Eu fiquei, wow, sim, isso é arriscado! Eles estão fumando cigarro! Então eu me coloquei por inteiro nisso. Eles ligaram de volta, e disseram que haviam encontrado a Spencer, mas não tinham achado a Emily ainda. Eles me deram as falas dela, e foi perfeito. Eu me coloquei por inteira, e o resto é história. Eu não li os livros até conseguir o papel. E aí desde que li os livros, todas lemos ao mesmo tempo.

TB: Estavamos todas em sincronia!

SM: Ficávamos todas, oh, isso é legal. Isso será bom.

Quando vocês sentiram que finalmente compreenderam as intenções e motivações em constante mudança dos seus personagens? Vocês chegaram ou ponto onde podiam dar feedback aos escritores e falar tipo, “Sabe, eu não acho que ela faria isso porque…”?

LH: Nossos escritores e produtores deixaram muito claro para nós que podíamos ir té eles, falar ideias, ou se odiássemos uma fala poderíamos mudá-la. Eu realmente nunca falei sobre minha personagem e coisas que eu queria fazer até os últimos 10 episódios. Eu estava tipo, “Posso fazer algo que eu nunca fiz antes?” E eles ficara meio, “Sim, claro!” E eu estava tipo, o que, é assim tão fácil? Legal! Antes disso, eu sabia que meu papel na série era um alívio romântico. Eu sabia o papel da Aria. Eu estava meio, cara, talvez ela podia fazer algo fora da caixa nos últimos 10 episódios. E eles me deixaram fazer.

Tinham chances de improvisar diálogos no set?

LH: Troian…

AB: Ela muda bastante!

TB: [Risos] Eu conheço o mundo dos escritores. Não havia muito espaço para improvisar, porque o estúdio e o canal eram muito envolvidos com cada rascunho e cada script. No momento em que chegou até você, você fica meio, “Será que eu podia não dizer os dois nomes ‘Noel Kahn’ nunca mais? Não sabemos quem Noel Kahn é? Será que não podemos usar ‘ele’ ou ‘Noel?'” Eles ficavam sempre envolvidos. E como Lucy estava dizendo, era mais sobre levar as ideias para a sala dos escritores. Eles sempre foram muito acolhedores comigo quando eu ia, sentava e dizia, “Já pensamos sobre isso? E se isso acontecesse, como nos sentiríamos?”

Como todas evoluíram como atrizes trabalhando na série?

SP: Alison mudou muito emocionalmente, e eu não esperava isso. Teve uma parte dela que estava realmente quebrada, e eu não tinha certeza que veríamos esse lado dela. Quando ela voltou na quinta temporada e contou toda a história sobre como ela tinha sido enterrada viva, foi tão emocionante para mim e inesperado.

LH: Eu sei que eu cresci exponencialmente e aprendi com cada uma das meninas. Foi obvimeante muito divertido e isso abriu muitas portas para nós, mas aprendemos aspectos da televisão que eu não estava interessada, como iluminação. Isso vai obviamente nos ajudar no futuro para outras coisas.

TB: Eu sinto que no começo todas nós éramos certos arquétipos, e durante o curso dos sete anos pudemos ser coisas diferentes. Os escritores começaram a escrever personagens mais arredondados. Algo que eu fiquei muito surpresa foram os vários vícios que ela teria, em sexo ou velocidade ou qualquer coisa. Eu não esperava por isso, e eu percebi que por mais inteligente que ela fosse, ela é incrivelmente auto destrutiva. Eu concordo com a Lucy, a coisa toda foi educacional. Mesmo que eu tenha trabalhado nisso desde que era criança, eu aprendi como estar num set e ficar por várias horas mesmo quando você está exausta ou doente, e ainda estar totalmente investida.

AB: Tivemos a melhor equipe que já trabalhamos.

SM: Você é vulnerável quando é uma atriz, então ter uma família que te apoia no set é a cereja do bolo para sete anos de experiência.

SP: Eles são muito protetores.

AB: Eles são todos como nossos pais. Eu ainda mando mensagens para eles. Eles ficam tão feliz e querendo saber como estamos indo. Se eles sabem que estamos tendo um dia ruim, eles falam com a gente. Cada cara na série é maravilhoso.

Como vocês acham que Pretty Little Liars influenciou o novo corte de séries teen desde que estreou em 2010? Parece que as séries estão sendo em volta de adolescentes hoje em dia, como Riverdale e 13 Reasons Why, realmente alimentadas por mistério e assassinato como o oposto das experiências “normais” do ensino médio.

AB: Big Little Lies!

LH: Talvez não isso. [Risos] Eu assisti o piloto de 13 Reasonws Why e Riverdade, e eu não estou dizendo que influenciamos a série deles, mas você pode definitivamente ver várias similaridades. Todas nós, os escritores e produtores, pavimentamos um caminho para várias novas séries. Pegar coisas que séries de jovens adultos geralmente não usam.

AB: Nos arriscamos muito. A grande coisa sobre nossa série é que tem cinco fortes protagonistas femininas, e todas lidamos com diferentes coisas que adolescentes hoje em dia passam – todas tivemos um assunto específico que tivemos que lidar ou superar. Para todas nós, acho que nossos fãs realmente se conectam. Teria um episódio onde eu receberia uma mensagem, eles receberiam uma mensagem, todo mundo recebe mensagem. Especialmente com Emily, eu sei que Shay vem recebendo muito apoio dos fãs do tipo, “Muito obrigada, eu consegui me assumir para meus amigos e família.” E com Hanna, quando ela estava lidando com o transtorno alimentar mais cedo na história, eu recebi muitas mensagens legais sobre isso também.

Um fenômeno que emergiu recentemente na série foi que se tornou um hit nas redes sociais – milhões de pessoas twittam sobre os episódios toda semana, e vocês fazem várias interações com os fãs, também. Eu questionaria se a série se tornou a série mais “social”. Por que vocês acham que um grupo demográfico tão grande teve uma resposta imediata e visceral sobre isso?

AB: A coisa legal é que mulheres mais velhas assistem. Minha mãe e todas as mães assistem. Nossas mães na série foram de grande ajuda. Minha mãe era uma grande fã de Laura Leighton [que faz Ashley Marin] de Melrose Place. Eu conversei bastante com Laura quando começamos, e ela se tornou minha segunda mãe. Eu ainda peço conselhos para ela. Foi incrível seguir elas e ver como elas lidam com uma grande série. Holly Marie Combs também.

LH: Concordo. Todas as estrelas se alinharam, e foi a hora certa para as redes sociais e nossa série.

SM: Eu nem sabia o que era Twitter quando começamos.

SP: Jovens estavam assistindo, e os pais estavam monitorando. E então eles amaram e se tornou uma coisa de família, o que é anormal que adolescentes assistam coisas com seus pais. Quem quer assistir Gossip Girl com sua mãe? Mesmo que acontecesse, não era normal.

TB: É muito legal de ver, como a televisão evoluiu. Sabe o sistema de classificações de Nielsen? Com o Nielsen Box? Eles perceberam que não tinha um retrato preciso da audiência de certas séries, a nossa incluída. Eles desenvolveram esse novo sistema de classificação baseado nos tweets para acompanhar o quão popular uma série era. Eles procuravam nas redes sociais e interações nas hashtags, e nossa série era constantemente número um, era louco. Era interessante porque, por muito tempo, eu lembro de ir trabalhar no próximo dia e perguntar para nossos produtores, “Quais foram os números ontem a noite?” E eles responderiam, “Poderíamos te dizer os números, mas eles não importam na verdade.” Mesmo que essas pessoas sintonizassem ao vivo, tinham 200 milhões de tweets.

SP: Ou usando streaming. Tem muitos pontos de venda diferentes, também.

LH: Ninguém mais assiste ao vivo.

SM: Lembra quando corríamos para casa para assistir The O.C.?

AB: Toda terça eu ia a uma festa para assistir com minhas amigas!

Uma das críticas que mais emergiu durante as últimas temporada é que a série mordeu um pouco mais do que poderia engolir – os plots se tornaram um pouco complicados, e parecem ter mais perguntas do que respostas a cada episódio. Vocês acham que essas preocupações são justificáveis?

TB: 100 por cento.

LH: Oh, definitivamente. Nós temos perguntas também. Algumas vezes essas histórias apenas desaparecem no ar. Seria tipo, o que aconteceu com esse personagem? Porque nunca mais mencionamos isso? Coisas assim. Você tem que lembrar, é a TV, mas definitivamente – ouvimos as frustrações dos fãs da série alto e claro. Os escritores tentaram o máximo dar a eles todas as respostas que podiam.

TB: Foi realmente diferente. Porque não é uma série que cada temporada tem dez episódios, então os escritores ficam numa sala por dois meses direto e fazem uma história para o ano todo. Essa é uma série onde em um ano, fazemos 25 episódios, o que é louco!

TB: Fazer um mistério durar por 26 episódios e ter engajamento…

SM: É impossível.

TB: E no topo disso, não saber se você vai voltar por outro ano, e então eles te dizerem que você vai voltar para outro ano, ok, bom, essas respostar que você dará no final, estica para o próximo ano. Acho que os escritores fizeram um ótimo trabalho rolando com isso e criando novos personagens, novas histórias, e expandindo o mundo dos livros da Sara Shepard, de uma maneira que as vezes fica complicado e frustrante. Os fãs precisam esperar – suas respostas estão nos últimos 10 episódios.

SP: Acho que a única coisa que não respondemos foi como as mães saíram do porão.

SM: Isso nunca será respondido, desculpe. Essa será a única pergunta que não será respondida.

SP: Elas saíram.

TB: Graças a Deus.

Vocês acham que a série teria se beneficiado com uma contagem menor de episódios por temporada?

AB: Hmm. Os últimos dois ou três anos fizemos 20 episódios.

LH: Foi condensado um pouco.

AB: Também era muito trabalho. Todo ano, fazendo 20 e tantos episódios por sete anos. Eu também acho que isso vai de… Eles queriam contar as histórias um pouco mais rápido e seguir com elas. Conforme as temporadas foram indo eles ficaram tipo, “Ok, vamos faer dez e dez e fazer um pouco mais curto.”. Acho que no fim foi legal.

LH: Acho que seria o mesmo resultado sem menos episódios.

SP: Deu certo.

Como era a estrutura de filmagem para vocês?

TB: As filmagens começavam toda segunda às 5:30 da manhã e duravam até sexta. Porque fazíamos várias cenas a noite, empilhávamos elas no fim da semana.

SP: Chamávamos elas de “Fraturday” (junção de sexta+sábado).

Teve algum plot de suas respectivas personagens que vocês não ficaram animadas?

LH: Por onde eu começo? Brincadeira. Eu só achei que foi engraçado… Algumas vezes eu sinto que eles não sabiam o lugar da Aria, então eles fizeram ela namorar vários cara.

SM: Acho que isso foi verdade para vários personagens, para ser honesta. Mas lembre-se, 25 episódios.

AB: Com o que Lucy disse, quando você tem 25 episódios, não podemos fazer todos eles com suspende. Então acho que todas tivemos horas que ficamos, ah, essa não é uma história interessante.

TB: Por exemplo, ontem quando fizemos um dos compromissos de imprensa, tivemos que colocar todos os nossos namorados e namoradas em uma linha do tempo, e tiveram várias histórias que foram totalmente esquecidas.

LH: Era péssimo!

SP: Esquecemos totalmente!

SM: Oh meu Deus.

AB: Nós nem lembrávamos dos personagens… Quem eram.

SP: Quem ficou com quem. Ficamos tipo, não lembro dele.

TB: Eu não lembro de ninguém.

Nesse ponto da série, como vocês definiriam a dinâmica da amizade em grupo? Se elas ainda estivessem sendo caçadas por “A” depois do pulo no tempo, vocês acham que elas continuariam sendo amigas?

SP: Eu não sei se elas ficariam tão próximas da Alison. Tinham muitos conflitos sem resolução. Mas acho que as quatro seriam.

LH: Eu quero acreditar que sim.

AB: Acho que sim. Também acho que seriam amigas da Ali também. Elas tem uma ligação apesar do que você fizer.

SP: O que eu fiz.

AB: O que você fez para nós! Nos torturou! Elas são, no fim do dia, uma família.

SP: Tem tanta história.

SM: Mas precisamos que você morresse para nós ficarmos próximas no início da temporada.

LH: Verdade, precisamos disso.

SM: De outra forma eu não sei se seríamos amigas, porque tivemos aquele ano de “férias” depois que você morreu. Então, você morrer nos juntou. Obrigada por isso!

TB: E quando fizemos o pulo no tempo, você sentiu que nossas personagens ainda mantinham contato umas com as outras, mas elas estavam vivendo vidas diferentes. É como essas amigas que você tem – você não precisa falar com elas todos os dias, mas quando algo grande acontece…

LH: É como se o tempo não tivesse passado.

Quem vocês acham que cresceu mais durante as sete temporadas?

LH: Ali, certo?

TB: Oh sim.

LH: Todas cresceram, mas Ali teve uma mudança notável.

TB: Sua personalidade!

SP: Eles literalmente mudaram a personalidade dela. Acho que ela quebrou as próprias paredes e percebeu o quanto ela deixou de lado e esqueceu e suprimiu. Quando ela percebeu o quão horrível era sua família, e porque ela era do jeito que era, ela trabalhou nisso, e ter grandes amigas que a ajudaram a passar por isso. Ela realmente mudou para melhor.

SM: Todas amadurecemos, você viu o episódio piloto? Minhas sobrancelhas ficaram mais grossas!

SP: Olhe como eu era má!

AB: Eu e Shay ficamos com sobrancelhas mais grossas!

SP: Alison parecia uma mãe quando ela tinha 17 anos! [Risos] Ela era tão vadia no início.

AB: Alison virou uma mãe no estado real.

SP: Ela teve suas fases.

AB: Você se tornou uma professora então teve que vestir o papel.

SP: Certo, vamos com essa. [Risos]

Se Pretty Little Liars tivesse outro spin off, em quem focaria e sobre o que seria?

LH: Ali. Eu amo a personagem! Eu amo todas vocês, eu amo Aria, mas acho que teria tantos lugares para ir porque o passado dela foi uma bagunça.

TB: Tem muito no meu.

SP: Por mais que ela tenha crescido, ela também é muito instável.

LH: Você poderia voltar a ser Ali louca. Eu amava a bitch Ali, Ali louca.

SP: Eu amava também.

TB: Aqueles flashbacks eram os melhores. Lembra da cena do lago? Essa é uma das minhas cenas favoritas. Quando estávamos todas no lago e Ali estava só sendo horrível.

SP: Eu era tão má.

LH: Foi meu aniversário de 21 anos!

AB: Eu trouxe Coldstone!

LH: Começa a cantar “Memories” de Cats.

Eu sei que várias pessoas ainda esperam que Alison seja “A” no fim.

SP: [Risos] Sim. Estou ciente.

AB: Você nunca sabe.

TB: Você nunca sabe. Você pode continuar minando essa história para sempre. Ela poderia ser “A” e, em seguida, ter sua própria série.

SM: E aí “B” e depois “C” e depois “D”.

AB: O alfabeto inteiro!

Como vocês descobriram quem o último “A” era?

SP: Recebems várias pistas ao longo do caminho. Acho que todas descobrimos de nossas maneiras. No final, foi um grande choque.

LH: Ninguém me contou, e aí eu ouvi que um ator que nunca trabalhava na série sabia.

AB: O que? Quem?

SP: Ninguém nunca te conta nada!

LH: Drew Van Acker sabia! Eu fiquei, “Como você sabe e eu não?”

AB: Eu fico ansiosa falando sobre isso.

LH: Normalmente lemos nos scripts.

AB: Eles eram muito bico fechado sobre isso, obviamente, mas eu lembro de forçar alguém a me contar. Estávamos em uma gravação noturna e eu estava tipo, “Cara, você precisa me dizer agora, porque se não me disser, eu vou ficar louca. Marlene não me conta, eu quero saber.” E aí me contaram e eu fiquei tipo, ahhhhhhhhhh! E foi ótimo.

SP: Eu fiquei muito feliz sobre isso.

LH: Tipicamente eles não falam muito.

AB: Eu fiquei chateada que não era Hanna. [Pisca]

TB: Eu sempre fui enxerida sobre e eu lembro de encurralar a Marlene. Acho que Marlene tinha um pouco de medo de mim. [Risos] Porque funcionou. Eu falei, “Você vai me contar e vai me contar agora.” E foi a um tempo atrás. Ela ficou tipo “Você realmente quer saber?” E eu fiquei, “Sim, quero.”

AB: E adivinha quem me contou? [Encara a Troian]

Eu sei que todas fizeram tatuagens combinando para comemorar a série. Acho que deviam pressionar Marlene para fazer uma também.

TB: Ela queria uma, na verdade.

Vocês não deixaram?

AB: Não, não se preocupe. Nós fizemos FaceTime com ela enquanto fazíamos as tatuagens porque estávamos um pouco acima da rua dela, e ficamos tipo, “Tem certeza que não quer se juntar a nós agora” E ela ficou meio, “Não, estou na cama. Estou cansada.”

LH: Ela vai fazer uma.

TB: Depois ela vai fazer uma, 100%.

AB: Ela vai fazer uma manga inteira.

SP: Em vermelho. Um monte de -A’s entrelaçados.

TB: Ela deve fazer um selo do roteiro de PLL. Nas costas.

SP: Escrito e dirigido por I. Marlene King.

O que você espera do legado da série?

TB: Recentemente, eu recomecei uma série que foi muito importante para mim. Eu recomecei a ver Twin Peaks.

LH: Tem muitas similaridades.

TB: Assistindo a descoberta de Laura Palmer eu fiquei, oh deus, uma mulher loira morta. Escutando a música do tema, assistindo a maneira como foi gravada, e sendo reintroduzida nas personagens eu senti que foi boas vinda para mim, assistir novamente. Eu fiquei, eu esqueci como isso era bom.

LH: Espero que seja nostálgico para as pessoas do mesmo jeito. Quando você ouve a abertura.

TB: Quando nossos fãs forem mais velhos e olharem para trás e colocarem nossa série para assistir, eu espero que eles se sintam assim.

SP: Que leve eles de volta.

SM: Como eu sinto quando assisto Dawson’s Creek.

Você aceita o rótulo de “Twin Peaks para adolescentes”?

LH: Absolutamente.

SP: Totalmente.

TB: É uma honra.

SP: Também recebemos muitas comparações com Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado.

TB: Costumávamos receber “Twin Peaks” versão lite.

LH: Lembra quando nos comparavam com Desperate Housewives?

AB: Sim. Muito.

TB: Mas era isso que os livros eram para ser, certo? “Desperate Housewives para adolescentes”. Nunca assisti.

LH: Primeira temporada, é tudo que ouvi.

Como vocês todas vem sendo associadas com Pretty Little Liars durante os últimos anos, vocês acham difícil conseguir papéis fora da emissora?

SP: A coisa principal era a agente. Trabalhávamos nove meses no ano.

LH: Eu tenho certeza que tem um tipo de typecasting, porque é a natureza humana. Todo mundo tem sua noção preconceituada de quem eu sou como atriz e pessoa, o mesmo com todas aqui. Eu trabalhei com essas meninas e eu sei o que elas são capazes. Eu sei que todas podemos fazer o que diabos quisermos. Eu amo um bom desafio. Mal posso esperar para prová-los do contrário.

SP: Exatamnte.

TB: Será só sobre entrar nessas salas. Eu acho que essa é a jornada que nos aguarda.

LH: Somos de uma série comercialmente popular. Temos rostos reconhecíveis. Vocês nos veem toda semana, você acha que somos essas personagens. Eu sou chamada de Aria mais do que de Lucy. É um problema de qualidade que temos.

SM: Typecasting é divertido. Eu só sou chamada para fazer treinadoras de natação agora. [Risos] “Vemos você na Converse, sabemos que você é muito esportiva!”

SP: Fã de nadar 2.

TB: Ou a pessoas acham que você está presa no tempo. Eu ainda sou chamada para fazer filmes de ensino médio. Eu fico tipo, garota, você não quer que eu apareça para isso.

Com o fim da série em algumas semanas, é natural que as pessoas queiram que vocês continuem a história de outra maneira, com um filme ou um episódio especial. Vocês considerariam revisitar o universo de Pretty Little Liars em algum ponto no futuro, ou vocês acham que a finale seria um adeus definitivo?

AB: Alguém quer fazer isso? [Risos]

SP: Acho que é um pouco de ambos. Eles terminaram tão bem. Não para ser clichê, mas eles colocaram um ponto final nisso. Eles encerraram de uma maneira que todas nos sentimos bem Acho que tem um mundo onde Rosewood vive, e você nunca sabe, mas acho que estamos todas satisfeitas.

LH: Todo mundo pode pegar um fim e levar em uma direção diferente. Acho que é isso que Marlene espera secretamente, que todas voltemos.

SP: Ela tem esperança disso.

TB: Como um filme de Sex and the City. As Liars vão para Dubai! O que estamos fazendo?

LH: Elas definitivamente iriam para Dubai, vamos por essa ideia no universo.

SM: Eu faria um filme se pudéssemos filmar na Europa.

Saia do lote da Warner Bros.

SM: Exatamente. Mas aí eles nos diriam que iriamos gravar em Barcelona e aí seria tipo, “Não, na verdade vamos gravar na rua Barcelona, no lote da Warner Bros.”

TB: Oh sim, eu gravei em “Barcelona” no lote da Warner Bros por alguns episódios.

SP: Precisamos ser muito específicas em nossos contratos.

Fonte: Vulture

Postado por Susane Molina no dia 26 de abril de 2017

Lucy concedeu uma entrevista para o site Bustle, falando sobre a vida pós Pretty Little Liars, seus novos projetos e mais. Confira traduzido abaixo:

No dia 14 de junho, Lucy Hale vai fazer 28 anos. Menos de uma semana depois disso, sua série, Pretty Little Liars, vai exibir o último episódio. Para a atriz, esses eventos são irrevogavelmente entrelaçados, ela passou seus 20 anos – toda sua idade adulta – na série, interpretando Aria Montgomery, a mais gentil e estilosa Liar no grupo. Ela cresceu como pessoa, suas realizações e erros, bem, até o nome que é escrito em seus Starbucks (Aria, é claro) estão conectados ao seu tempo em PLL. Por quase 8 anos, Lucy e Aria vem sendo a mesma – mas em algumas semanas, essa conexão vai sumir.

“É tipicamente nessa época que voltamos a filmar, e agora que estou trabalhando em projetos diferentes e não vendo todo mundo…” Hale conta. “Só agora a ficha está caindo que depois que os episódios saírem, é o fim de um grande capítulo em minha vida.”

É de manhã no meio de abril, estamos sentados em uma mesa em um estúdio vazio em New York, em um intervalo de um dos últimos photoshoots que a atriz vai fazer para Pretty Little Liars.

Para alguém que vai terminar um capítulo maciço que definiu sua carreira, Hale está impressionantemente calma; Durante todo o dia, ela parece mais preocupada com o suéter Fendi que ela está usando para a sessão de fotos e os filhotes de cachorro que encontramos vagando no salão de fora do que o fato que em 20 de junho, sua vida toda irá mudar.

Talvez seja porque ela teve muito tempo para processar isso; sete temporadas é muito tempo para estar em uma série de TV, e o fim de PLL vem sendo sugerido há anos. Cada ator já tem feito novos projetos; a criadora I. Marlene King tem uma nova série (Famous In Love); e a turnê da despedida da gangue está chegando ao fim. As fotos em grupo foram tiradas, e as tatuagens combinando foram feitas (cada PLL fez a inicial de sua personagem, no dedo do “shh”, naturalmente). A conclusão da série pode ser dolorosa, mas certamente não é repentina. Todo mundo já está seguindo em frente.

E para a maior pare, Hale está animada sobre essa perspectiva. “Quando você está em uma série de TV, as pessoas acham que te conhecem e acham que você é sua personagem e que você se veste com sua personagem,” ela explica. “Será um bom desafio fazer as pessoas me verem sob uma luz diferente.”

Seus novos projetos já estão reservados, um piloto para a CW de uma comédia dramática chamada Life Sentence, e como sempre, ela está trabalhando em sua carreira lateral na música. Como todo mundo envolvido em PLL, Hale está rapidamente esculpindo um espaço para ela em Hollywood fora da bolha Freeform, e ela está ansiosa para mostrar aos fãs algo novo.

“Vem sendo ótimo viver nesse mundo de Pretty Little Liars por tanto tempo e poder me apaixonar por minha personagem, o que eu fiz – Aria se tornou uma parte da minha identidade – mas será legal deixar isso ir embora”, diz a estrela.

No entanto, deixar a série e Aria para trás não será fácil, especialmente quando se trata da proximidade que Hale construiu com suas colegas de elenco ao longo dos anos. A noite antes de nossa entrevista, ela se juntou a gangue para assistir ao primeiro episódio da nova temporada juntas, todas elas tirando selfies e tweetando brincadeiras durante a hora. Elas são um grupo grudado, com apelidos para cada uma (Hale é “Goose”/Ganso) e essas tatuagens combinando, e para Hale, é difícil contemplar um mundo sem suas colegas de elenco nele todos os dias. “É definitivamente agridoce”, ela diz. “A série foi enorme para todas nós.”

Deixar PLL também significa que pela primeira vez em anos, ela terá que se provar como atriz de novo e reivindicar novos fãs. Embora ela enha ganhado sucesso antes da série, atuando em filmes como Quatro meninas e um jeans viajante 2 e ganhando a competição de canto American Junior quando era pré adolescente, ela sabe que para os fãs, sua identidade é inteiramente interconectada com Aria. Ela está tão entrelaçada com a personagem de olhos arregalados, falante rápida que pode ser difícil para o público ver ela como qualquer outra pessoa.

Hale está plenamente consciente do potencial obstáculo, mas nos conta que ela está tentando não pensar muito sobre isso. “Problema de qualidade para ter, sabe?” Ela diz com um sorriso e dá de ombros. “Mas você não pode focar nisso… Podem ter noções preconcebidas, e as pessoas podem ter uma ideia do que eles acham que eu posso e não posso fazer, mas eu vou prová-las do contrário.”

Depois de tantos anos interpretando a mesma personagem, Hale está ansiosa para fazer algo novo, e esse desejo é maior que qualquer medo.

“Estou animada para mostrar as pessoas os diferentes lados de mim”, ela diz, sorrindo. “Espero até surpreender a mim mesma um pouco.” Ela tem filmes e esse piloto para a TV marcados, e como PLL tem sido uma parte maciça de sua vida, ela está pronta para as pessoas verem ela como Lucy, não sua amada personagem da TV.

Mas mesmo para Hale, separar as duas identidades não é fácil. Como Aria, Hale não é barulhenta, mas é confiante. Interpretando a personagem, particularmente quando se trata das roupas memoráveis que a aspirante a escritora usava, ajudou a atriz a estabelecer seu próprio senso. Quem Hale é hoje, em parte, foi o que Aria foi por esses sete anos.

“Eu costumava ser muito tímida sobre roupas, como Lucy”, a atriz diz, se referindo a um exemplo de um dos muitos efeitos da série em sua vida. “Apenas estar na série e a atenção que ela teve, e ter que ir a mais eventos… Definitivamente me ajudou a crescer e mudar e assumir riscos e descobrir quem eu sou.”

De muitas maneiras, Pretty Little Liars foi “o trabalho dos sonhos”, Hale diz – mesmo quando o programa começou a ganhar sucesso, nenhum dos envolvidos imaginaria que iria atingir esse nível. Ao longo de suas sete temporadas, a série se tornou nada menos que um fenômeno, se transformando na série mais assistida da Freeform (apenas para começar), inspirando spinoffs e fantasias de Halloween, e fazendo cada uma das Liars uma super estrela global.

“Foi um crescimento tão gradual,” Hale diz agora, refletindo o caminho da série. “Nós ficávamos pensando, oh esse é o pico, esse é o topo, não vai ficar maior, e foi ficando maior… O que conseguimos com essa série é apenas inédito.”

A atriz está ciente de que replicar essa quantidade de sucesso – e portante, a quantidade de fama que ela já tem – será próximo do impossível. Deixando Neil Patrick Harris e Jennifer Aniston de lado, poucas estrelas de TV, particularmente essas jovens como as estrelas de PLL, conseguem estabelecer carreiras completas para si mesmas nos anos depois. Hollywood não é um lugar acolhedor para atores que desejam mudar suas imagens ou encontrar novos públicos, e mesmo a enorme popularidade de PLL não é suficiente para proteger suas estrelas dessa dura realidade uma vez que elas deixem a série.

“Eu sei que nem sempre vai estar nesse nível, e eu estou bem com isso”, Hale diz lentamente. “Eu vi isso mexer de verdade com as pessoas quando elas estão no centro das atenções e aí não estão necessariamente no centro, e elas fazem algo louco para voltar ao centro. Então você precisa ter uma vida fora disso, e com sorte, eu tenho muito bons amigos e família que mantém meus pés no chão, e eu reconheço o que é real e o que não é. Eu tenho um senso do que eu sou fora do meu trabalho e a Lucy Hale que as pessoas conhecem.”

Ainda sim, ela estaria mentindo se dissesse que o fim da série não a intimida.

“É assustador deixar o que você conhece,” ela diz, adicionando que seria uma mudança série quando “As pessoas não estão sempre falando sobre a série, ou o que estamos postando no Instagram”. Toda essa fama é uma “corrida de adrenalina,” ela diz; “Você pode ficar viciado nesse tipo de atenção.” Assim que PLL terminar e tudo isso começar a sumir, será uma grande mudança em sua vida, para melhor ou pior.

“Não saber o que virá a seguir, e deixar o sucesso de Pretty Little Liars é assustador”, ela diz.

Há, no entanto, algumas coisas que Hale não vai perder, como a série é esgotante, nove meses e meio do ano filmando. “Eu não posso ir para casa tanto quanto eu gostaria, estou muito ocupada, eu não durmo tanto quanto eu gostaria,” ela explica. Ela está ansiosa para poder assumir projetos menos exigentes, bem como aqueles que não estão ligados a Pretty Little Liars de outras maneiras.

“Acho que a série é muito específica para o que é”, ela diz com cuidado. “Se isso é apenas tonal, e as coisas que falamos, ou mesmo as escolhas de atuação, é muito na caixa. E essa caixa é ótima, e eu tive muita diversão nessa caixa, mas tem tantos lugares para ir e tantos tipos de projetos que eu quero fazer.”

Ela está animada para começar a fazer audições novamente, e não precisar dizer não para oportunidades porque elas conflitam com a agenda de filmagens de Pretty Little Liars. Depois de terminar de filmar a série, Hale pegou um papel em Life Sentence, no qual ela vai estrelar como Stella, uma mulher que descobre que nção tem câncer terminal como ela pensou que tinha e deve lidar com as escolhas que ela fez enquanto pensava que estava morrendo. Parece um papel intrigante e complicado, e Stella “Não poderia ser mais diferente” de Aria, Hale diz – o que não foi coincidência.

“Acho que eu estrategicamente queria fazer isso depois de PLL porque eu não quero que as pessoas fiquem meio, ‘Oh, ela é um pônei de um truque só'”, ela explica.

Enquanto a personagem de Hale em Life Sentence tem 20 e poucos anos (mais velha que Aria na maioria dos anos de PLL) o status da nova serie da CW significa que vai atrair muita da audiência de PLL: meninas e mulheres. Hale não tem escrúpulos sobre isso; talvez tem um certo conforto em pegar uma série com um público demográfico igual ao que ela estrelou por tantos anos – mesmo que algumas críticas insinuem que séries focadas em jovens adultos são tolos ou irrelevantes.

“Acho que qualquer um que diz que séries como essa não importam estão muito errados,” Hale diz, inclinando-se para enfatizar se ponto. “As pessoas dizem isso obviamente não assistiram PLL, porque não é uma série sobre meninas adolescentes. É uma série sobre amizade, e além do mistério e o drama dela, o núcleo é sobre amizade e como a vida é uma merda às vezes, e as coisas são jogadas em você. Eu realmente amo como as meninas ficam do lado umas das outras.”

Não há como negar que ao longo da estrada, PLL tem abordado questões que muitas séries focadas em adultos não abordam. De imagem do corpo a e assumir, série cobre tudo, e Hale está claramente orgulhosa de como PLL lidou com cada assunto.

“Shay [Mitchell que interpreta Emily, a lésbica] pode falar que ela impactou tantas meninas que precisavam se assumir para os pais e precisavam de um empurrão extra, e ela literalmente mudou vidas. Isso é incrível,” ela diz. “E eu tive pessoas que chegaram e mim e disseram ‘Eu tive câncer de estágio 4, e sua série foi que me ajudou a passar por isso’. Coisas assim – eu sei que nossa série não salvou eles, mas são coisas assim que leva a série além de um drama adolescente… Você pode perguntar aos fãs, e eles vão dar diferentes razões de porque é tão importante para eles.”

Falando sobre o impacto da série, Hale é apaixonada e protetora, e embora ela esteja com vontade de deixar PLL para trás, ela não tem coisas ruins para falar sobre a série.

“A série é exatamente o que o mundo precisava naquele momento, para as pessoas que assistem,” ela diz, e ela pode estar falando dela mesma, também; para uma envergonhada moça de 20 anos apenas começando a desenvolver o seu senso, entrar em PLL foi o catalisador de tantas mudanças na vida de Hale.

“Eu sou muito sortuda que algumas coisas, eu aprendi atrás de portas fechadas”, ela fiz sobre passar seus 20 anos aos olhos do público. “Agora, com 28, eu tenho certeza de que… o tipo de pessoa que eu sou e o que eu represento, e eu pude fazer isso enquanto filmava uma série de TV.”

Pretty Little Liars pode ter ajudado Hale em quem ela é – mas pela primeira vez em muito tempo, ela terá a chance de mostrar ao mundo os lados dela que Aria Montgomery não tem nada a ver.

Fonte: Bustle

Confira as fotos do photoshoot em nossa galeria clicando nas miniaturas abaixo:

lucybustle-002.jpg lucybustle-005.jpg lucybustle-010.jpg lucybustle-008.jpg

Postado por Susane Molina no dia 25 de abril de 2017

O site da revista Cosmopolitan postou uma conversa com o elenco, produção e criadora dos livros que deram origem a série para fazer uma história de como tudo virou o que virou. Confira traduzido abaixo:

Em 2005, Sara Shepard, de 27 anos, trabalhava como ghostwriter para a Alloy, conglomerado de marketing editorial da série de mega sucesso Gossip Girl, quando descobriu uma ideia para um livro: Depois que uma adolescente desaparece e é dada como morta, suas melhores amigas temem que eles possam ser os próximos alvos. Shepard estabeleceu o mistério na cidade fictícia de Rosewood, inspirada no subúrbio da Filadélfia, onde cresceu.

Baseado em oito capítulos sozinhos, Shepard vendeu os primeiros quatro livros da série.

Sara Shepard (autora da série Pretty Little Liars): Eu sabia que queria escrever uma história de mistério que tivesse algo a ver com stalkers. Havia uma coisa nova nos telefones: mensagens de texto. A mídia social estava começando a sair também. Assim, a ideia de um A [um anônimo, conhecedor, stalker-slash-vilão] veio de lá.

Eu tinha um vizinha crescendo, uma mulher da idade da minha mãe, que tinha sido sequestrada quando ela era adolescente. Acho que minha mãe ficou fascinada [por sequestros]. Ela sempre vinha até mim para sussurrar: “Você sabia que a vizinha foi sequestrada quando era jovem?” Então me mudei para Filadélfia e tive outro amigo que também tinha sido sequestrado [quando criança], e ela realmente nunca falou sobre isso. Então eu sempre tive medo de ser sequestrada. Lembro-me de pensar: “O que acontece quando alguém te leva? O que acontece depois?”

O primeiro romance homônimo foi publicado em outubro de 2006 e tornou-se insanamente popular: mais de 1 milhão de cópias dos primeiros sete livros da série foram vendidos antes de atingir o oitavo lugar nas prateleiras. Desde o início, a Alloy planejava produzir uma série de televisão ao lado dos livros e trouxe um número de escritores para montar um piloto para PLL. I. Marlene King, mais conhecida como a roteirista do amado filme Agora e Sempre de 1995, tentou a sorte.

I. Marlene King (showrunner de Pretty Little Liars): Eu tive uma reunião geral na ABC Family [agora conhecida como Freeform]. Eles eram todos fãs de Agora e Sempre, e no final da reunião, eles disseram: “Ei, temos este livro e temos os direitos dele”. Eu o li no dia seguinte, de uma vez, e fiquei totalmente viciada. Eu claramente vi o que o piloto deveria estar em minha mente.

Shepard: Quando eu li o piloto da Marlene, fiquei realmente surpresa porque foi o primeiro livro inteiro no primeiro episódio. Eu me perguntei, “Para onde isso vai?”

King: Sara Shepard escreve estes grandes OMG, WTF surpreendentes finais de capitulo. Eu decidi que se pudéssemos terminar cada um de nossos episódios da maneira que Sara termina seus capítulos – esse era o tom que eu me preparei para realizar. Eu sabia que os fãs do livro seguiriam o material para a televisão.

O primeiro desafio foi encontrar cinco jovens mulheres para interpretar as Liars do título: Alison, a vítima de sequestro conivente; Spencer, a impulsiva intelectual de tipo A; Hanna, o desejo de popularidade escalador social; Emily, a atleta descobrindo sua sexualidade; E Aria, a escritora com sede de viagem.

King: Vimos centenas de pessoas. Eu dou a Gayle Pillsbury, nosso diretor de elenco, um monte de crédito para a construção deste conjunto dinâmico. Bob Levy [Produtor Executivo que produziu Gossip Girl na CW] estava com Alloy na época. Ele também produziu Privileged [CW] com Lucy Hale. Nós mediatamente pensamos que ela faria um ótima Aria.

Lucy Hale (Aria): Eu tinha ouvido falar dos livros e tinha a sensação de que a série seria algo especial. Eu nunca vou esquecer a primeira vez que Marlene e eu nos sentamos para tomar um café e falar sobre o projeto. Fiquei instantaneamente atraída por ele.

King: No início, ela estava interessada em interpretar a Hanna.

Hale: Fiquei muito intrigada com a Aria, mas também amei a Hanna; Eu nunca tinha abordado esses tipos de personagem antes.

King: Nós começamos a parear ela com alguns caras diferentes para a leitura de química e foi quando ela percebeu que ela realmente queria ser a Aria. Ela foi a primeira pessoa que escolhemos. Ela não teve que fazer uma audição porque já tinha um grande seguimento.

Troian Bellisario (Spencer): Eu tinha certeza de que não estava certa para Spencer. Em meu coração, eu me sentia em linha com ela, mas no livro, ela era uma garota de cabelos loiros, de olhos verdes, toda garota americana da porta ao lado. Não havia nenhuma maneira de me escolherem. A cena com que eu fiz na audição foi uma que ela sai as escondidas do jantar com sua família para fumar um cigarro com o noivo da irmã dela, o que acabou não entrando no piloto porque estava muito arriscado!

King: Troian entrou sem maquiagem e fez uma ótima performance. Nós dissemos, “Você tem que entrar e possuí-la como uma pequena mentirosa”. Ela voltou com seus cabelos e maquiagem feita, muito elegante, com essa jaqueta de smoking e calças apertadas, e faz essa cena. Ela se vira e deixa cair a jaqueta, e está vestindo uma camisa de decote que vai até a parte inferior das costas, e elimina o cigarro. Foi fantástico. Eu estava tipo, esta mulher sabe quem é Spencer Hastings.

Bellisario: Na verdade, eu não sei como fazer o meu próprio cabelo e maquiagem. Eu tinha 23 anos na época, tinha saído da escola de teatro. Eu fui com a minha maquiagem da maneira que eu faço – base e blush – e arrumei meu cabelo. A nota de volta da rede era: “Você pode dizer a ela para fazer seu próprio cabelo e maquiagem?” E eu estava tipo, “… Eu fiz.” Eu passei muito tempo fazendo meu cabelo e minha maquiagem.

Shay Mitchell (Emily): Originalmente eu vim fazer o teste para a Spencer. Quando fiz a audição para a Emily e descobri que tinha conseguido, eu li o livro em um vôo e não consegui deixar de lado.

King: Nós tivemos um muita dificuldade procurando a Emily. Nós vimos duas atrizes no videotape e eu estava decidida para escolher a outra pessoa. Mas na sala, Shay possuiu o personagem da Emily, Ela mudou nossas mentes e conseguiu o papel.

Nós testamos Sasha para o papel de Hanna e a amamos. Então, na noite anterior, ela estava indo fazer o teste no estúdio, e descobrimos que ela tinha 12 anos! E nós pensamos nas leis do trabalho infantil e você só pode trabalhar com menores por um período muito curto por dia. Mas sabíamos que para as primeiras temporadas, Alison só estaria em flashbacks. O que é uma grande dinâmica, porque ela sempre foi a mais jovem, mas a química que ela tem com as meninas – tão equilibrada e a presença dramática na tela … Ela realmente era uma figura de autoridade para essas garotas na vida real.

Sasha Pieterse (Alison): Alison me lembrou muito a Regina George. Ali é tão intrincada. Há tantas camadas para ela. Ela se contradiz. Ela sempre teve que fazer parecer que ela teve esta grande vida e realmente ela estava muito perturbada.

King: Eu acho que Ashley foi a última pessoa que escolhemos. Até então, nós realmente queríamos uma das quatro Liars originais, excluindo Alison, para ser loira. Nós não conseguíamos encontrar alguém que parecia certa. Ashley estava em uma série chamado Eastwick. Ela foi cancelada as 8:00h da manhã de uma segunda-feira e na manhã seguinte, nós tínhamos Ashley em nosso escritório de elenco. Ela estava chorando no escritório porque ela tinha acabado de descobrir que sua série tinha sido cancelada.

Ela sabe como usar aqueles olhos grandes. Eu liguei pra eles, nós sabiamos que tinhamos nossa Hanna.

A produção começou em 2010. Lesli Linka Glatter, diretora de Agora e Sempre e veterana ma TV (Mad Men, The West Wing, Twin Peaks) dirigiu o piloto. Mandi Line, mais conhecida por seu trabalho em Greek, entrou como designer de figurino. A ABC Family investiu em uma campanha de publicidade maciça para construir burburinho para a nova série. Os cartazes mostravam as estrelas bem vestidas e cobertas de sujeira, com Lucy Hale posando com o famoso “Shh” que logo seria uma assinatura da série.

King: A emissora investiu muito dinheiro para a campanha de marketing. A equipe deles teve essa ideia – a sujeira e as sepulturas e Rosewood à distância – e isso realmente ficou preso. Na primeira temporada, muitas pessoas pensavam que a série era chamado Dirty Little Liars.

Hale: Meu shh para a câmera foi realmente um impulso do momento que aconteceu para fazer o corte final.

Mandi Line (figurinista): Eu assisti o piloto e fiquei, “Oooooh merda.” Este era o momento perfeito, Sex and the City tinha acabado, Gossip Girl estava desaparecendo. Eu podia ver essa abertura no tempo para a nova moda e empurrando os limites no ensino médio. Gossip Girl fez isso, mas seu orçamento foi tão alto. Eu queria fazer algo inovador como esse, mas alcançável.

King: É a realidade acentuada mas as roupas que elas usam, você pode comprar no shopping. Com o tempo Gossip Girl foi um grande sucesso, e nós falávamos: Nós não somos Gossip Girl. Nós queremos ser baseados em uma forma que as pessoas entre Nova York e Los Angeles poderiam se relacionar.

Bellisario: Nosso show começa dizendo: “Ei, se você gostou de Gossip Girl, você vai gostar disso!” Mas com o tempo, você começa a dizer, “Só brincando, estamos realmente tentando fazer Twin Peaks para adolescentes, e nós podemos ser tão estranhos e escuros como nós gostamos. ”

O primeiro episódio de Pretty Little Liars estreou em 8 de junho de 2010 e foi assistido por quase 2,5 milhões de pessoas.

Pieterse: Alguém me reconheceu atráves da janela de um restaurante antes da estréia ir ao ar! Eu acho que ela era uma grande fã do livro e provavelmente pesquisou quem tinha conseguido os papéis. Esse foi o momento onde eu pensei, “Ok, isso pode realmente ser alguma coisa.”

Ian Harding (Ezra): Depois que a série foi ao ar, eu estava andando pelo mercado de fazendeiros no Grove [em Los Angeles] e eu fui abordado por várias adolescentes… Foi como uma dessas coisas, “Oh! Acho que isso teve algum alcance.”

Pieterse: Ser capaz de se conectar com nossos fãs instantaneamente [no Twitter], em todo o mundo, realmente nos ajudou. Nós poderíamos manter contato com eles e saber por que eles se apaixonaram pela série. Nós acabamos escrevendo para eles, o que eu acho que é muito incomum. Marlene decidiu se conectar com os fãs e realmente respeitar seus comentários.

A série foi ao ar na ABC Family, uma subsidiária da Disney, por isso no inicio não ficou tão claro o quão escuro e sexy a série poderia ser.

King: Na época, achávamos o piloto bem ousado para ABC Family: Nós temos Emily e Maya, que são gays, e Maya estava fumando maconha. O maior debate foi sobre Wren fumar um cigarro. É uma política geral da Disney, eles não gostam de mostrar as pessoas fumando. Mas eles nos permitiram deixar o cigarro no suporte da planta. Essa foi a coisa mais ousada que fizemos.

Hale: A TV é uma coisa engraçada porque você não pode ver ninguém fumando um cigarro mas você pode ver uma menina dando uns amassos com seu professor.

Pieterse: O mais descritivo é com cenas de sexo. Há cláusulas sobre sideboob [lateral dos seios] e quanto das costas você pode mostrar, quanta perna você pode mostrar, e movimento… Eu não quero que fique muito gráfico.

King: No nosso primeiro especial de Halloween, Alison conta esta história assustadora sobre esse gêmeo assassinando sua irmã, e a coisa era, “Você não pode mostrar sangue.” Nós voltamos trás e dissemos, “Nós podemos mostrar sangue”. Então para ir disso para cortar a cabeça de Noel Kahn… Isso é muito distante.

Harding: A cabeça de Noel Kahn descendo os degraus. Eu achei aquilo incrível, mas não foi tão sangrento como no script, eu acho que disse: “Vemos o sangue formando pequenas cascatas”, como algo fora de Jogos Mortais. Terminou sendo que era obviamente uma cabeça cortada.

King: Eu quero dizer que tivemos alguns debates sobre a música durante as primeiras temporadas. A administração pensou que algumas músicas eram muito adultas. Lembro-me da primeira vez que tivemos uma canção de Lana Del Rey, foi em uma cena de Spencer e Toby, e eles disseram, “Eu não tenho certeza sobre isso”, mas os fãs adoraram. Estamos sempre empurrando o envelope com nossas cenas sexy.

No centro de PLL temos esse sombrio, todo poderoso, violento e anônimo stalker, -A, cujas ameaças trazem a amizade de Emily, Spencer, Aria, e Hanna de volta após o desaparecimento de Ali. -A conhece os segredos mais humilhantes, íntimos e incriminatórios das Liars, e chantageia as meninas à submissão. -A ameaça mesmo a vida das Liars; Este atacante (ou atacantes) tem um carinho especial por tentar correr atrás das garotas com um carro. Os escritores e a equipe precisavam criar e projetar um personagem que pudesse ser qualquer pessoa – ou pessoas – em qualquer lugar, a qualquer momento.

Janel Parrish (Mona): O que fez as pessoas falarem da série foi o mistério: Alison está viva ou morta? Se ela morreu, quem a matou? Quem é -A? Os escritores eram mestres, levantando mais perguntas e mantendo os espectadores nos seus pés por anos.

Jakub Durkoth (designer de produção, 3ª à 7ª temporada): Acima destas meninas está este -A onipotente, onisciente e bilionário, que tem milhões de capangas que fazem seus lances, que estão construindo esses grandes esconderijos subterrâneos para ela. Eu sempre me perguntei qual contratante iria construir esse esconderijo para eles. Isso nunca foi realmente respondido.

King: Nós sabíamos que o -A original seria a Mona. Fui bombardeada com tweets que diziam: “Você pode fazer o que quiser, mas não mude quem é -A”. Eu nunca esqueci disso. Eu realmente acreditava que o -A original tinha que ser a Mona. – Mas tivemos que fazer isso de uma forma que ainda surpreendesse os fãs dos livros. Eu sabia que o nosso -A seria revelado no final – que nós ainda não revelamos – mas eu não sabia que teríamos “little -A” entre eles.

Line: Eu juro por Deus, levou literalmente, seis temporadas para Marlene e eu descobrir como vestir -A corretamente – porque nós nunca sabíamos quem era! Tudo o que sabíamos era que os trajes tinham que esconder tudo e ser unissex. Não tinha nada a ver com moda. Você andaria no trailer do guarda roupa e no lado esquerdo inteiro eram casacos pretos em todos os tamanhos que você pode imaginar, Levis preto 501s em todos os tamanho, apenas uma fileira de tentativa e erro. Nós tivemos que fazer o capuz extra profundo, porque você tem um ator com uma cabeça maior ou nariz. Nós tivemos que adicionar curvas, porque um de nossos -A’s era um menino. Tivemos que adicionar almofadas de quadril.

Durkoth: Há -A’s ocultos em todos os lugares do set. Às vezes o set inteiro, seria moldado como um -A. Tentamos incorporar isso tão logisticamente quanto fosse possível. Às vezes a planta seria formada como um -A; As vigas poderiam ser um -A; Às vezes nós cria vamos uma sombra nessas vigas em forma de -A, para criar um -A no chão.

Bellisario: Cada uma das meninas tentou convencer os escritores de que elas deveriam ser -A por um tempo.

Harding: Isso foi quando eu realmente comecei a suspeitar que -A tinha trabalhado ou realmente era da CIA. Na segunda temporada, todas elas estão tomando café da manhã na escola, e Emily despeja uma caixa de cereais, e é tudo em forma de -A. E eu pensei, “Meu Deus, quem tem tempo para entrar em contato com o fabricante, e certificar-se de que uma caixa específica venha, e então ela é colocada estrategicamente para Emily andar pela fila da comida e pegar essa caixa? É genial, e obviamente impossível.

Parrish: Por um tempo eu aindei pensando: “Oh, deve ser um dos pais!” Que era a mãe da Hanna ou da Alison. Nessa série, todo mundo é suspeito em algum momento. E se todos os pais estivessem nisso?

Harding: Eu também ouvi uma teoria de que no final, descobrimos que tudo é inventado. Eu não vou descartar esse boato. Eu me lembro de ter uma conversa séria com Keegan Allen [que interpreta o Toby] sobre se é ou não uma ilusão, ou se é um deles acorrentado em uma cama no Radley, e isso foi tudo um horrível pesadelo que ele ou ela teve.

No meio de todos os assassinato, as Liars encontraram tempo para se envolver em muitos relacionamentos românticos – muitos mal aconselhados, alguns ilegais. Aria, até então menor de idade, começou a série, ficando com seu professor de Inglês, Ezra Fitz; Spencer passou o episódio piloto ficando com o noivo da irmã mais velha. Você entendeu a ideia.

King: Nós sabíamos que Ezra e Aria tinham uma química maravilhosa, mas não percebemos imediatamente que Hanna e Caleb ou Spencer e Toby também teriam essa grande química. Você escreve as cenas e espera para ver o que acontece. É evidente para nós, e aparente para os fãs também.

Bellisario: Toby cometeu suicídio muito cedo no segundo livro. Então nós trouxemos esse personagem para a série e falou-se “A história iria por esse caminho?” Mas o público o amava tanto – eles queriam mantê-lo por perto.

Mitchell: Acho que Marlene levou as opiniões dos fãs sobre quem eles gostavam e foi em direção à isso. Porque deixe-me dizer, se ela não fizesse isso, ela iria ouvir sobre isso.

Hale: Eu pensei imediatamente que a relação Ezra/Aria era muito sexy. Tem algo em um romance proibido que atrai as pessoas para ele. Tinha uma vibe um pouco Romeu e Julieta em determinados pontos.

Harding: Uma empresa lançou um campanha de publicidade para a nossa série em uma das primeiras temporadas, porque eles não concordavam com o relacionamento. E eu pensei “Oh não, o nosso relacionamento é ilegal!” E Marlene disse: “Não, não é seu, é o relacionamento da Emily esse é o problema.” Então eu poderia ser visto como um estuprador legal, e as pessoas reagiam como, “Eu sei, mas o amor não conhece limites, quando há um pênis e uma vagina envolvidos.”

Mitchell: Quando eu comecei a série, eu comecei a me perguntar: “Qual é a sensação de interpretar uma lésbica, beijar outra menina, se assumir?” Porque fomos uma das primeiras séries que abordou esse tema, eu amo o fato de que a personagem que eu interpretei teve um impacto positivo na vida de muitas pessoas. Eu encontrei isso várias e várias vezes, quando os fãs diziam que Emily os ajudou a se assumir e a conversar com os amigos e a família.

Pieterse: As escolhas de amorosas da Alison não eram das melhores. Seu marido literalmente a colocou em um sanatório e estava tentando matá-la.

Mitchell: Minha personagem estava se apaixonando por alguém que em algum momento tentou afogá-la.

Parrish: De todas elas, eu diria que Spencer provavelmente tem o pior gosto para parceiros românticos. Quantas vezes ela roubou o namorado de sua irmã? Um deles tentou matar ela!

Em mais de sete anos, Pretty Little Liars levou mais do que alguns desvios a um território muito absurdo. Rosewood, tecnicamente era um subúrbio da Filadélfia, existia nessa terra mágica sem estações e era cheio de incompetentes, porém, muito atraentes oficiais de policia. Não é o ideal para uma cidade onde as pessoas são assassinadas o tempo todo. Rosewood High não tinha código de vestimenta, e aparentemente também não tinha frequência ou requisitos para graduação. E onde -A achou alguém para construir essa casa de bonecas? Não se preocupe com isso.

Durkoth: Eu criei uma caixa pequena que ficava pendurada na parede do departamento de arte. Se você fizesse uma pergunta lógica, teria que colocar um dólar nela.

Line: Elas nunca iam para a aula. Elas sempre tinham encontros no café e café da manhã. Eu dizia, “Marlene, elas foram para a escola?” “Ainda não!” “Que horas são?” “13:00h da tarde!” O absurdo escorria em cada departamento. Se alguém dissesse algo sobre a Aria, “Essa saia é um pouco curta”, eu diria, “Ela dorme com seu professor de inglês.”

Harding: Eu adoro o fato de que eles deveriam ser como, “Estamos tão exaustos; Nós estamos sendo caçados e assediados, e vagamente somos suspeitos para os policiais devido a uma coisa que aconteceu na segunda temporada… Então nunca vamos ir com eles”.

Parrish: Nós brincamos sobre o fato de que todos os policiais que tivemos na série foram ruins de alguma forma. Que diabos, Rosewood?

Line: Alguns escritores e diretores foram muito mais conservadores. Você gostaria que um diretor dissesse: “Nesta cena, temos que ter certeza de que elas têm sapatos sensíveis.” E todos os chefes dos departamentos diriam, “Boa sorte com isso.” Uma vez, Hanna estava visitando a Mona no instituto, e uma de suas falas era, “Ok, pessoal, eu estou entrando”, e um dos escritores dizia, “… Para um clube, obviamente.”

Hale: Elas estavam sempre vestidos para um clube na escola. E sempre correndo na floresta em salto alto.

Bellisario: Nós morávamos na Pensilvânia, mas nunca tivemos neve, exceto para o episódio de Natal.

Line: Marlene sempre dizia: “Mandi, você sabe em que cidade isso acontece?” E eu diria, “Los Angeles” Isso acontece em Pittsburgh ou algo assim? Até hoje, eu ainda não sei onde isso acontece.

Harding: Gostaria de saber se nós secretamente pavimentamos o caminho para o governo Trump. Porque é sobre o que você quer acreditar em todos os momentos e ignorar as verdades óbvias, e as pessoas acompanham você por sete anos sobre isso. A maioria das vezes é como, “Vá para a polícia! Não faça isso ser mais difícil do que precisa ser!” É tudo sobre desinformação e uma completa falta de lógica. Acabamos de saturar os Estados Unidos com ele. Acho que secretamente somos culpados pelo atual presidente.

O primeiro dos nove episódios finais estréia dia 18 de abril. Agora que a produção foi oficialmente terminada, o elenco e a equipe estão começando a fazer um balanço do que o show significou para eles, e por que cativou tantos fãs por tantos anos.

King: De alguma forma, nós conseguimos manter as pessoas interessadas em um mistério sobre uma menina morta que acaba não estando morta.

Harding: Temos todos os agradáveis e ensaboados elementos. Você tem amor que não pode existir, você tem um monte de pessoas atraentes e fashions. Mas além disso, você tem outra coisa de que eu estava realmente orgulhoso: uma série onde as atrizes principais foram capazes de ser engraçadas e inteligentes e participar de profundas discussões e de defender elas mesmas… Todos elas foram sequestrados, em algum momento.

Parrish: Esta série é sobre meninas confiantes. É um elenco muito poderoso, dirigido por mulheres. A amizade delas é o que ás faz superar tudo. Quatro meninas que fariam qualquer coisa uma pela outra – foi muito empoderador fazer parte de uma série como essa.

King: Por fim, seus desafios as aproximaram, temporada após temporada. Esse amor incondicional que as meninas têm uma pelo outra, que não pode ir embora, ou a série vai fracassar.

Hale: Além do drama, os escândalos e o mistério, a raiz dessa série é a história sobre uma verdadeira amizade.

Fonte: Cosmopolitan

Postado por Susane Molina no dia 23 de abril de 2017

A semana de imprensa acabou para algumas das meninas, mas Lucy continua em New York promovendo a 7B. Ontem foi um dia cheio para Lucy. Ela esteve primeiro nos estúdios do AOL Build, onde deu uma entrevista que foi transmitida ao vivo na internet. Você pode conferir os detalhes da passagem da Lucy pelo AOL Build abaixo:

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Lucy também fez uma pequena sessão de fotos para o AOL Build, confira abaixo:

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Lucy foi fotografada saindo dos estúdios do AOL Build, confira as fotos em nossa galeria clicando nas miniaturas abaixo:

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Depois ela foi para os estúdios do Style Code do Amazon, onde deu uma entrevista. Você pode conferir os as fotos abaixo e o vídeo da entrevista (ainda sem legenda):

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Depois ela foi direto para o estúdio do Jimmy Fallon para gravar sua participação que seria transmitida mais tarde na televisão. Confira abaixo os detalhes:

E por último, Lucy compareceu ao evento do ASPCA no hotel Plaza em New York, confira as fotos em HQ em nossa galeria clicando nas miniaturas abaixo:

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Postado por Susane Molina no dia 21 de abril de 2017
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