Lucy concedeu uma entrevista para a Elle, onde fala sobre a vida depois de PLL, Life Sentence e mais. Confira traduzido abaixo:

Quando Lucy Hale atende o telefone, ela está dirigindo pelo canyon enquanto aproveita um estranho e incrível fenômeno: tempo livre. É algo que a estrela de Pretty Little Liars não experienciava muito desde que a série estreou em junho de 2010. Enquanto a série teen super insanamente popular completa os últimos 10 episódios – o shh final de sua personagem Aria vai ao ar dia 20 de junho. Hale está pronta para o que vem a seguir.

“Pelos últimos oito anos, seria essa a época de voltar para o mundo de PLL”, ela diz. Ao invés disso, ela está aproveitando o tempo livre e esperando pra ouvir se seu piloto para a CW, Life Sentence, será encomendado. “É louco,” ela diz. “Sua vida pode mudar, ou não!” (No piloto, ela interpreta uma paciente terminal que descobre que ela não deveria ter vivido pensando que estava morrendo, porque ela irá viver.) Aqui, Hale fala sobre a SoulCycle, fãs, e os posts exagerados sobre ela ter “parado de beber.”

Você roubou algo do set?
Não, porque eu sou uma seguidora de regras e fiquei nervosa. Mesmo as canetas e castiçais tinham código de barras! Se você roubasse algo, eles saberiam. Tem um poster que eu sempre quis do apartamento do Ezra e eles me deram de presente. Agora está pendurado na minha casa.

Olhando para trás, como você se sente sobre a relação do Ezra e da Aria? Sua perspectiva é diferente agora do que era quando você leu o piloto?
Eu sempre torci por eles. Eu sei que era uma relação tabu e algumas pessoas olhavam mal, e não era uma relação tradicional. Mas eu sempre via a pureza por trás dela, e eles genuinamente se importam um com o outro. E eles passaram por todas as situações que deveriam acabar com um casal e eles continuaram juntos. Eles são definitivamente almas gêmeas.

É uma fantasia ter um professor de inglês gostoso. Isso nunca aconteceu comigo.
Isso não é realidade, apenas. Eu definitivamente não tive nenhum professor gostoso assim.

Você já leu o livro do Ian Harding?
Não! Eu ouvi muito sobre, e ele tem capítulos diferentes onde fala sobre todos. Estou um pouco nervosa. Mas ele nos contou que não é um livro de fofocas. Eu estou muito curiosa para ler. Estou muito orgulhosa dele. Estou feliz por ele tentar algo novo.

Então, eu li recentemente que você parou de beber…
Sim, eu adoraria ligar para esse entrevistador e falar, ‘Espere um segundo, isso saiu da minha boca?’ Estávamos falando sobre crescer, deixar as coisas para trás e aprender com os erros. Não, eu não sou uma pessoa que bebe muito na verdade. Foi mais — o que eu achei que o entrevistador ia fazer — amar a si mesmo a aprender a fazer coisas boas com sua mente e corpo. Eu sou uma pessoa mais feliz quando eu tomo decisões melhores. Eu vi a chamada e eu fiquei, O QUE? Primeiro de tudo, não é da conta de ninguém. Mas eu tendo a falar muito e as pessoas pegam as coisas de mim e correm, e agora eu sei disso. Estou com 28 anos, eu cresci muito, e essa não é uma parte da minha vida agora.

Acho que é mais fácil usar a bebida como uma taquigrafia para passar tempo de qualidade com alguém. Apenas dizer, “Vamos tomar um drink!” e antes que você perceba, está bebendo literalmente todos os dias.
Minha versão disso é, “Vamos tomar um café, vamos sair numa caminhada.” Eu sou tão Los Angeles. É um grande aspecto social da vida de tantas pessoas e eu entendo totalmente. Na entrevista, estávamos falando sobre ser jovem e crescer em Los Angeles, e ela me entendeu mal.

Falando em ser muito Los Angeles: ouvi que você é viciada na SoulCycle. Em LA, é uma cena total onde você precisa se vestir decentemente para malhar e você esbarra em outras atrizes quando está lá?
Quer dizer, é definitivamente uma cena. Mas também é tão bom quanto esperado. Tem certas coisas que eu fico, Ugh, gente, sério? Mas me ajuda! É como minha igreja, de uma certa maneira. Tem pessoas que estão apenas bebendo Kool-Aid mais que eu, mas está tudo certo. É um vício saudável.

Obviamente vem sendo insano, as notícias políticas. Estou em D.C., então é inevitável. É assim em Los Angeles também? Você se tornou mais engajada politicamente desde a eleição?
Sim, eu cresci no sul. Sou do Tennessee. Então muitas pessoas lá pensam do mesmo jeito, o que está ok se você pensa assim. Quando me mudei para LA, eu fui exposta a diferentes maneiras de pensar, diferentes visões, diferentes maneiras de vida. E eu me senti mais em casa em LA. Eu sempre pensei que me sentia diferente das visões que via enquanto crescia. E LA, New York, D.C., são como pequenos mundos. Eu estava em NY no dia da eleição e foi a energia mais bizarra que senti na minha vida. Foi muito estranho. Eu vou para casa, sou de Memphis, e não é a mesma coisa.

Quando você fica com saudades de casa, é de LA ou Memphis?
Eu vou para casa o máximo que posso. Sou muito próxima da minha família. E tem aspectos que eu sinto falta. Eu vou para casa para ver as pessoas que tem 9 a 5 empregos e essas “vidas simples” e eu penso, Oh, deve ser muito legal! E eu amo muito minha família, e eles são boas pessoas. Mas LA será sempre minha casa. Sempre me senti a ovelha negra da família e eu sinto que é onde eu pertenço. Eu amo ir para casa e ter um senso de realidade novamente. Mas eu amo LA. É onde eu cresci ultimamente. Me mudei aos 15 anos. Então em alguns anos eu vou ter vivido mais tempo aqui do que eu vivi em Memphis.

A maioria da fanbase de PLL é jovem e feminina. Você viu a entrevista do Harry Styles na Rolling Stone?
Eu vi, acho, mas não li ainda.

Então, o entrevistador perguntou a ele como ele se sente sobre a maioria dos seus fãs serem meninas adolescentes, e Harry basicamente perguntou como alguém assume que é negativo ter adolescentes como fãs – porque o gosto delas é menos válido do que um homem de meia idade? Eu adoraria saber como você se sente sobre ter adolescentes te seguindo, e o que você acha que isso significa depois de PLL.
Isso não é engraçado? É sempre visto dessa maneira! E especialmente jovens meninas, essa geração – meninas da minha idade também, mas mais jovens do que eu – elas são as que irão mudar o mundo. Elas estão crescendo com uma nova maneira de pensar sobre as mulheres e o empoderamento feminino. Eu cresci com pouco disso, mas as adolescentes de agora, essas meninas vão fazer do mundo um lugar diferente para todos. É muito legal que ele disse isso! Eu concordo 100%.

Você sente algum tipo de pressão, sabendo que as pessoas que mais investem nos seus próximos passos são as jovens?
Eu estaria mentindo se dissesse que não tem pressão. Mas eu sempre quis ser eu mesma. Eu não tomo decisões baseadas no que meus seguidores do Instagram vão pensar – essa seria uma vida miserável. Você tem que fazer as coisas por você. E estar no olho do público, é um pouco diferente. Eu tive que crescer e cometer erros e tomar decisões aos olhos do público. E com sorte eu consegui manter tudo junto! Estou em um momento agora onde eu descobri quem eu sou e o que eu apoio, e talvez seja por isso que as pessoas olham para mim de uma maneira. Eu não me escondo de nada. Eu tento falar sobre como eu realmente me sinto. É por isso que acho que as pessoas como Demi Lovato são tão legais. Ela é quem ela é, e é por isso que ela é um grande modelo. As pessoas não querem ouvir besteiras. As pessoas reais não são perfeitas; elas caem e fazem besteira e estragam tudo. Essas são as pessoas que eu me inspiro, e eu sempre me senti aspirada a ser autêntica.

Fonte: ELLE